26 mar 2020

Você tem controle financeiro pessoal? Veja 5 características de quem não tem

Compartilhe:

Quando se fala em controle financeiro pessoal, infelizmente nossa taxa de inadimplência está entre as mais altas do mundo. Nada menos do que  40% da população do Brasil tinha algum tipo de dívida atrasada ou negativada há pouco mais de um ano. 

A falta de planejamento, a impulsividade e o fato de cedermos facilmente às pressões sociais, estão entre os principais motivos pelos quais as pessoas acabam se endividando, ainda que tenham uma renda mensal satisfatória.

Às vezes, as pessoas são até bem-intencionadas e conseguem praticar alguma forma de disciplina econômica, mas não conseguem manter isso no tempo e os projetos que começam a nascer são comprometidos pela falta de compromisso com o controle dos gastos. 

Pensando nessas questões, preparamos este conteúdo com as 5 principais características que demonstram se a pessoa tem ou não controle financeiro pessoal. 

Acompanhe a leitura para ver se você se identifica com algum ponto abordado e comece hoje mesmo a mudar o seu futuro! 

1. Comprar impulsivamente

Assim que seu salário cai na conta, você sente uma necessidade extrema de comprar o que vê pela frente? Se o preço está bom, não importa se são objetos que você não precisa no momento, acaba comprando? 

Pois bem, talvez você esteja gastando além do necessário. E este comportamento tem inclusive nome: transtorno do consumo compulsivo, também conhecido como oneomaniaone (compra) e mania (compulsão). 

E nada pior do que manter um comprador compulsivo e o cartão de crédito próximos o tempo todo. Um dos vilões do consumo desnecessário, os cartões fazem a pessoa pensar que não precisa se preocupar com o pagamento naquela hora. Mas a fatura, em algum momento, chega. 

O primeiro passo para se livrar desses gastos impulsivos  é reconhecer que você tem esse perfil comportamental. E fazer isso não é nem tão difícil, os compulsivos costumam:

  1. comprar mais do que podem pagar;
  2. compram coisas que não precisam ou que diretamente não têm nenhuma utilidade;
  3. associam a entrada de dinheiro no bolso com a oportunidade de comprar alguma coisa imediatamente. 

Se você se identifica com algum ou vários destes critérios, pode ter traços de comprador compulsivo em sua personalidade. Fique tranquilo, é hora de se acalmar e analisar a situação como um todo. 

Sempre que sentir um impulso incontrolável de comprar mais alguma coisa, faça alguns questionamentos a si mesmo, como:

  • eu preciso desse objeto agora?
  • o valor que eu gastaria nesse objeto poderia ser utilizado para pagar algo mais importante?
  • ainda que o preço esteja bom, qual a relevância desse objeto em minha vida?

Com base nessas perguntas, tire um ou dois dias para refletir sobre a necessidade de realizar essa compra. Você pode até estender mais esse prazo e repetir a análise mais para frente. Se não houver argumento pró-compra, guarde esse dinheiro para algo mais importante. 

Muitas vezes, trata-se apenas de uma empolgação momentânea estimulada pelo consumismo — comum na sociedade em que vivemos.

2. Falta de planejamento para imprevistos

Uma característica comum de falta de controle financeiro familiar é estar totalmente despreparado para os imprevistos que surgem na vida, como doenças, acidentes, manutenções na casa, etc.

Nunca se sabe quando um evento extraordinário e atípico pode acontecer, fazendo com que tenhamos que gastar uma quantia considerável do orçamento. Dito isso, quem vive com dinheiro contado, tende a passar grandes apertos em momentos como esse.

Pior ainda é ter que se endividar com alguma instituição financeira para conseguir arcar com os custos imprevistos. Com juros altíssimos cobrados pelos bancos, é trocar um problema por outro, que pode virar uma bola de neve se você já não tem muito controle financeiro. 

A principal característica de quem não pensa no futuro é não guardar dinheiro agora. E não precisa nem ser tanto, reservando pequenas quantidades de dinheiro todos os meses já permite ir sentindo o gostinho de economizar e entender os benefícios de ter uma poupança. 

Ainda que seu salário não dê uma margem confortável para isso, com alguns pequenos cortes nas despesas é possível fazer um “pé de meia”. Já falamos sobre isso em outro artigo que pode lhe interessar, uma pequena introdução ao planejamento financeiro.

3. Padrão de vida que não condiz com a realidade financeira

Cada indivíduo tem o direito de determinar qual é o padrão de vida que mais lhe agrada. No entanto, o que define em qual patamar uma pessoa se enquadra, não é o que ela pensa de si, mas quanto ela ganha. 

Infelizmente, essa é uma “regra” financeira tão influente quanto as leis da natureza.

O que não significa que você não pode ser feliz ganhando menos do que gostaria. Porém, é importante entender que se você pode contar com, por exemplo, R$ 2 mil por mês, precisa ajustar o seu estilo de vida de modo que seus gastos não ultrapassem essa quantia.

Uma característica da falta de controle financeiro pessoal é justamente quebrar esse paradigma. Isto é, ganhar R$ 2 mil por mês e gastar R$ 3 mil. 

A matemática é simples: gaste menos do que ganha e terá dinheiro sobrando. Gaste mais e fechará o mês no vermelho. Aqui, não há outra solução: ou você começa a complementar sua renda mensal ou melhora sua rotina e aprende a economizar dinheiro

4. Falta de controle financeiro pessoal

Poucas pessoas têm o hábito de organizar o controle financeiro pessoal com disciplina, o que abre uma grande margem para problemas com inadimplência e endividamento.

Como já foi dito, é muito comum o indivíduo receber o salário e ir gastando sem ter a menor consciência da realidade.

Infelizmente, você não está sozinho: uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) descobriu que quase a metade dos brasileiros não pratica nenhum método de controle financeiro pessoal. 

Adentrando mais ainda nos hábitos das pessoas que não controlam seu dinheiro, 25% comentou que anota tudo “na memória” e 20% não faz nenhum tipo de registro ou seguimento de suas finanças. Com esse tipo de comportamento, não surpreende a dificuldade de algumas pessoas de juntar dinheiro e economizar. 

Hoje em dia, existem aplicativos para smartphone que oferecem recursos para auxiliar em todo o planejamento das contas e receitas. Por isso, não há desculpa para ser uma pessoa com a vida financeira desorganizada.

5. Facilmente influenciável pela pressão social

Por fim, este é um problema proveniente da sociedade moderna em que vivemos. Somos estimulados a comprar coisas que não precisamos o tempo todo, seja na televisão, nas redes sociais e até mesmo enquanto andamos nas ruas distraídos com a paisagem.

O grande problema é que toda essa pressão social causada pelo forte poder do marketing exerce influência em muitas pessoas, o que contribui diretamente com a falta de controle financeiro pessoal e a inadimplência.

Você definitivamente não precisa de uma marca para dizer ao mundo quem você é. Aliás, gastar dinheiro com coisas desnecessárias só mostra que as pessoas se importam mais com a aparência e o efêmero do que com o que realmente importa.

Como foi dito em um dos tópicos anteriores, sempre que você se deparar com algo e sentir uma necessidade emergente de comprar, pare, analise a situação como um todo e reflita. Na maioria dos casos, você vai perceber que não precisa do objeto em questão.

Agora que você já consegue identificar se tem controle financeiro ou não, que tal aprender a guardar dinheiro para comprar seu primeiro móvel?